sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

RESSURREIÇÃO E GLORIFICAÇÃO

RESSURREIÇÃO E GLORIFICAÇÃO

I CORINTIOS 15: 21

Jesus foi o primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos para uma existência glorificada, não mais sujeita à morte como castigo pelo pecado (At 26.23).

Quando voltar a este mundo, ele levantará seus servos da morte para a vida ressurreta, como a sua própria vida ( I Co 15.20-23; 2 Co 5.1-5; Fp 3.20-21). Na verdade, ele ressuscitará da morte toda a raça humana. Porém os que não são seus ressurgirão para a condenação (Jo 5.29) e estarão sujeitos “à segunda morte” por causa de seus peca- dos (Ap 2.11; 21.8). Os cristãos que estiverem vivos na sua vinda, naquele instante passarão por uma maravilhosa transformação ( ICo 15.50-54).

Há uma continuidade entre o corpo mortal e o corpo imortal. Jesus ressurgiu com o mesmo corpo com que morreu. Paulo compara o corpo mortal e o corpo da ressurreição com uma semente e a planta que dela brota ( I Co 15.35-44). Embora haja continuidade, há também descontinuidade. Nosso corpo atual, como o de Adão, é natural e terreno, sujeito à fraqueza e à morte. O corpo da ressurreição, como o de Cristo, será espiritual, criado e sustentado pelo Espírito Santo, e pertencerá à ordem celestial, eterna e imperecível ( I Co 15.45-54).

Depois da ressurreição, os discípulos de Jesus puderam reconhecê-lo, apesar da diferença de seu novo corpo. Do mesmo modo, os cristãos reconhecerão uns aos outros, e haverá reuniões jubilosas quando cessar a separação causada pela morte. Isso se deduz de 1 Ts 4.13-18. Nessa passagem, Paulo assegura aos que estão aflitos que eles verão outra vez seus amados que são cristãos.

Glorificação é a obra de transformação que remove de nós todo o pecado e nos coloca num estado de perfeita comunhão com Deus (1 Co 13.12). Os santos cultuarão e servirão a Deus com uma natureza transformada e um coração libertado. Nosso desejo de estar com Deus e desfrutar de seu amor será cumprido na presença do Deus trino (Jó 19.26; Mt 5.8; Ap 22.3-4).

A descrição de Paulo, em Rm 8.30, do processo pelo qual Deus salva seus eleitos termina com um notável tempo verbal passado: “glorificou” aqueles que estavam salvos literalmente, a glorificação está ainda no futuro para cada um dos eleitos, com exceção do próprio Jesus. O pensamento de Paulo, aparentemente, é que nossa glorificação já foi decidida por Deus, como parte do seu plano soberano, e pode ser considerada como absolutamente certa. Amém

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bíblia de Estudo Genebra

Os Apóstolos em Jerusalém

Os Apóstolos em Jerusalém = vv. 12-14

Este texto sacro traz relatos:

Sobre o lugar onde Jesus ascendeu: Do monte chamado das Oliveiras (v. 12), parte da região onde se situava a cidade de Betânia (Lc 24.50). Lá, Ele começou seus sofrimentos (Lc 22.39), e de lá, Ele repreendeu seus habitantes através de sua ascensão gloriosa, mostrando que a paixão e a ascensão tinham a mesma referência e disposição. Assim, entrou no seu reino à vista de Jerusalém e dos seus cidadãos ingratos e desobedientes que não queriam que reinasse nas suas vidas.

A respeito de Jesus foi profetizado: Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém (Zc 14.4) e lá permanece. E continua: O monte das Oliveiras será fendido pelo meio (Zc 14.4). Do monte das Oliveiras, Jesus, que é a boa oliveira, de onde recebemos a unção, ascendeu (Zc 4.12; Rm 11.24). O texto estudado afirma que este monte fica perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado (v. 12).

Isso implica que a jornada era curta, e que os fiéis não necessitavam mais de caminhar em noite de sábado. Não mais que os devotos caminhavam em noite de sábado, depois do término da adoração pública, para meditação. Alguns consideram que o caminho de um sábado era mil passos, outros, dois mil côvados, o que resulta em perto de uns mil e quatrocentos ou mil e seiscentos metros.

Na realidade, Betânia estava cerca de quinze estádios de Jerusalém (Jo 11.18), mas aquela parte do monte das Oliveiras que ficava próxima a Jerusalém, de onde Jesus começou o seu triunfo, distava apenas mil e quatrocentos ou mil e seiscentos metros. A paráfrase caldéia de Rute 1 diz: Temos ordens para guardar os sábados e os dias santos, de modo a não ultrapassar dois mil côvados, texto que se baseia em Josué 3.4, onde diz que, na marcha dos israelitas para atravessar o rio Jordão, o espaço entre eles e a arca tinha de ser de dois mil côvados. Deus não os limitara, mas eles se limitaram. E possível, pois, que tal ensinamento enseje à elaboração de uma regra para viajarmos no sábado não mais que em seqüência ao trabalho desse dia, e isso consistiria não somente numa permissão, mas numa ordem (2 Rs 4.23).

Para onde os discípulos voltaram: Eles foram para Jerusalém, de acordo com a determinação do Mestre, ainda que lá eles estivessem em meio aos inimigos. Mas observemos que, embora fossem vistos imediatamente depois da ressurreição de Jesus e estivessem com medo dos judeus (Jo 20.19), sabemos que eles voltaram da Galiléia para Jerusalém sem serem notados ou procurados. Deus tem esconderijos para o seu povo no meio dos inimigos, e, dessa maneira, influencia Saul para que pare de procurar Davi.

Em Jerusalém, entrando eles, subiram ao cenáculo, onde habitavam (v. 13). Isso não quer dizer que todos se hospedavam e faziam as refeições juntos em uma sala, mas que se reuniam diariamente e juntos se dedicavam a exercícios religiosos na expectativa da descida do Espírito. Os estudiosos fazem inúmeras conjeturas no que concerne ao cenáculo. Alguns acham que era um dos cenáculos do templo. Mas não podemos pensar que os principais dos sacerdotes, que alugavam esses cenáculos, aceitassem que os discípulos de Cristo ocupassem algum desses compartimentos.

De fato, o próprio historiador sacro afirma que eles estavam sempre no templo (Lc 24.53), mas isso se refere aos átrios da Casa do Senhor (2 Rs 21.5), à hora da oração no templo (cap. 3.1), em cujas dependências ninguém lhes poderia negar o acesso. Pelo visto, este cenáculo era parte de uma casa em particular. Esta é a opinião do Sr. Gregory, erudito de Oxford, que cita um comentário de origem siríaca, o qual afirma ser esse o mesmo cenáculo em que comeram a Páscoa. Embora aquele lugar fosse chamado anogeon, e este hyperoon, ambos têm o mesmo significado. Conforme o erudito supracitado, “se era parte integrante da casa do evangelista João, como acreditava Evódio, ou da residência de Maria, mãe de João Marcos, como outros entendem, não há como sabermos ao certo” (Notas, cap. 13).

Quais discípulos reuniam-se no cenáculo. Os onze apóstolos são alistados por nome (v. 13). Consta também Maria., mãe de nosso Senhor (v. 14), sendo esta a última vez que seu nome ocorre nas Escrituras. Havia outros que eram irmãos de nosso Senhor, seus parentes segundo a carne (Rm 9.3). E para compor o grupo das quase cento e vinte pessoas (v. 15), podemos supor que todos, ou a maioria dos setenta (Lc 10.1) discípulos, estavam com eles.

Como os discípulos passavam o tempo: Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas (v. 14). Observe: 1. Os discípulos faziam oração e súplicas. Todo o povo de Deus é um povo de oração e que se aplica à oração. Essa era uma época de dificuldades e perigo para os discípulos de Cristo. Eles eram como ovelhas no meio de lobos. Está alguém entre vós aflito? Ore (Tg 5.13), pois isto silencia os cuidados e os medos. Eles tinham novo trabalho a fazer, grande trabalho, e, antes de se dedicarem a isso, perseveravam na oração (Rm 12.12) a Deus para que sua presença estivesse com eles nessa tarefa.

Antes de serem enviados na primeira missão, Jesus ficou certo tempo orando por eles. Agora são eles que permanecem certo tempo orando por si mesmos. Esperavam a vinda do Espírito sobre eles e, portanto, eram profícuos em oração. O Espírito desceu sobre nosso Salvador quando Ele estava orando (Lc 3.21). Os que estão na melhor postura para receber as bênçãos espirituais são os que estão na postura da oração. Jesus acabara de prometer que em breve enviaria o Espírito Santo. Esta promessa não era para substituir a oração, mas para motivar e incentivar à oração.

Deus será adorado devido às suas misericórdias e, quanto mais próximo o cumprimento das suas promessas, mais empenhados devemos estar em oração. 2. Os discípulos perseveravam {. . .1 em oração, passando muito tempo nessa prática, mais do que o habitual, orando freqüentemente e perseverando em oração. Nunca perdiam uma hora de oração. Decidiram perseverar nessa prática até que o Espírito Santo viesse sobre eles, de acordo com a promessa. Por isso, resolveram orar sempre e nunca desfalecer (Lc 18.1). O texto anterior diz que eles estavam louvando e bendizendo a Deus (Lc 24.53).

Aqui, Lucas afirma que eles perseveravam unanimemente em oração e súplicas. Assim como louvar a Deus pela promessa é um modo piedoso de implorar seu cumprimento, também o louvar pela misericórdia já recebida é uma maneira de implorar por mais misericórdia. Quando buscamos a Deus, damos-lhe a glória pela misericórdia e graça que possuímos nele. 3. Os discípulos perseveravam unanimemente em oração e súplicas. Isso evidencia que eles estavam juntos em amor santo e que não havia desavenças ou discórdias entre eles.

Aqueles que mantêm a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4.3) estão mais bem preparados para receber o consolo do Espírito Santo. Isso mostra ainda o acordo que havia entre eles nas súplicas que faziam. Embora um falasse, todos oravam, e se, quando dois [...] concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito (Mt 18.19), quanto mais quando muitos concordam com a mesma petição.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Comentário Bíblico Mathew Henry - Novo Testamento Edição Compelta

A ASCENSÃO DE CRISTO

A ASCENSÃO DE CRISTO

TEXTO ÁUREO = “Os quais lhe disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11).

VERDADE PRÁTICA = A ascensão de Cristo é a garantia de que Ele voltará e nos levará, a fim de que vivamos ao seu lado eternamente.

INTRODUÇÃO

A ascensão de Cristo é de grande importância, pois significa o final da missão que veio realizar na Terra.

1.0 DIA DA ASCENSÃO

1.0 dia das últimas instruções. As horas que precederam o momento solene da ascensão do Senhor Jesus foram ocupadas pelas intensas atividades do divino Mestre, no bendito afã de trazer à memória dos discípulos a essência dos ensinos que lhes transmitira durante os anos do seu ministério terreno. Falou-lhes da importância de serem cheios do Espírito Santo (At 1.5,8) e da conseqüente evangelização do mundo, a começar por Jerusalém. Não duvido que, naquele dia, as palavras de Cristo penetrassem ardentemente nos corações dos discípulos. Era o último dia que Jesus passava pessoalmente com eles.

2. A ascensão à vista dos discípulos. Ao terminar as devidas instruções, “foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” (v.9). Subia, enquanto o contemplavam. Eles o viram partir para o Céu. Seus olhos presenciaram esse fato com muita atenção e, emocionados, o observaram ocultar-Se na nuvem, talvez semelhante aquela que envolveu Pedro, Tiago e João no dia da transfiguração (Mt 17.5).

3. A nuvem e a ascensão de CristO. Certamente, não foi por acaso a presença da nuvem (na ascensão de Cristo), pois de certo modo, ela se constituiu em um meio de comunicação entre o Céu e a Terra. Por isso, é razoável dizer que, através dela, subiu o Mediador entre Deus e os homens, Aquele pelo qual viriam sobre nós as misericórdias de Deus e subiriam as nossas orações (Jo 14.14).

4. A expectativa dos discípulos na ascensão. Depois que o Senhor ocultou-se em uma nuvem, seus discípulos permaneceram com “os olhos fitos no céu” (v.1O). Talvez esperassem que o Mestre ainda retornasse. Não era fácil ficarem sem a sua presença, embora o Senhor houvesse dito: “Convém-vos que eu vá” (Jo 16.7). É possível que eles esperassem alguma mudança visível nos céus, nessa ocasião da subida de Cristo, Jesus havia dito certa ocasião: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (Jo 1.51). Não seria naquela oportunidade?

II. A ASCENSÃO DE CRISTO

1. A ascensão de forma solene. A ascensão de Cristo deu-se solene- mente. Lemos que Jesus “levou seus discípulos até Betânia, e erguendo as mãos os abençoou” (v.5O). Ele veio ao mundo executar a sublime missão de salvar a humanidade. Concluída sua obra redentora na Terra, retornou para o Céu, sua eterna habitação, onde foi preparar lugar para os seus remidos (Jo 14.2).

2. De onde aacendeu. De Betânia, perto de Jerusalém,P50mo do monte das Oliveiras. Ali, havia um jardim onde se iniciou o sofrimento de Cristo, antes do Calvário, a terrível agonia do Getsêmani. Aprefldem0s nesta lição, que devemos aguardar o nosso último momento na Terra, felizes como

quem conquista a maior vitória: a hora de deixarmos as lutas terrenas e entrarmos na glória do Céu. Mais uma vez, o Mestre amado poderia ter dito: “Eu vos dei o exemplo, para que como fiz, façais vós também” (Jo

13.15).

3. As testemunhas. Os discípulos que Jesus levou ao monte das Oliveiras, para. presenciarem esse fato. Eles não foram testemunhas oculares da ressurreição, porque esta foi comprovada pelo túmulo vazio, pelos lençóis ali deixados e pela presença do Cristo ressuscitado entre os discípulos por várias vezes (Jo 21 .14). Eles viram o Senhor ascender ao Céu, porque se não tivessem uma prova tal como aquela, teriam dúvidas quanto ao destino do Mestre amado. Neste particular, também podiam dizer: “Nós somos testemunhas deste fato” (At 5.32).

4. A despedida de Cristo. Ele levantou as suas mãos e os abençoou. Não partiu com qualquer ressentimento dos discípulos, mas demonstrou profundo amor por eles. Suas últimas palavras, antes de subir ao Céu, abrasaram os seus corações. Ele partiu, mas deixou com eles a sua bênção. Era maravilhoso aquele momento e lugar que se tornaram inesquecíveis para eles. Enquanto o Mestre os abençoava, aperceberam- sede que Ele se afastava da Terra, ao elevar-se ao Céu (v.51). Hora maravilhosa!

5. Como ascendeu? Diferente de Elias, Jesus não subiu ao Céu em carros e cavalos de fogo, pois conhecia o caminho de onde viera. Ele foi o único que, da excelsa glória, veio morar na Terra (Jo 3.13). O Céu é a sua casa (Jo 14.2).

III. CRISTO RECEBIDO NO CÉU

1. A ascensão confirmada. “Enquanto Jesus subia, de repente, junto deles se puseram dois homens vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir” (v.11).

Este fato mostra-nos o que estava no coração do nosso Salvador, a respeito de sua Igreja que ficava na Terra. Por isso, enviou aos seus discípulos dois anjos que compunham o cortejo celestial. Apareceram como dois homens vestidos de branco, e, perante a multidão, afirmaram que Cristo fora recebido no Céu pelo Pai e pela corte angelical (Hb 1.6).

2. A mensagem dos anjos. “Varões galileus, por que estais olhando para o céu?” Como repreensão à curiosidade dos discípulos, falaram os anjos como a dizer: “Vocês nada mais têm a ver agora; já observaram o que era possível contemplar”. Cristo havia determinado quais as atividades que deviam realizar. Não havia mais tempo para olharem o Céu, e, sim, presenciarem os “campos brancos para a ceifa” (Jo 4.35). Isto nos ensina que, em nossas vidas, com freqüência, a reflexão deve dar lugar à ação imediata: “há tempo para estar calado e tempo para falar” (Ec 3.7).

3. Confirmada a fé dos discípulos na segunda vinda de Cristo.

“Esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir” (v.11). Jesus subira ao Céu. Os anjos lhes fizeram entender que Jesus veio em extrema pobreza, para ser ultrajado, julgado e condenado, mas voltara daquela maneira gloriosa. Por outro lado, cumpria-se o que dissera o Mestre a Pedro: “Para onde eu vou, não me podes seguir agora: mais tarde, porém, me seguirás” (Jo 13.36).

Permaneçamos na expectativa da segunda vinda de Cristo, e aguardemos o fim das nossas lutas e o despontar do dia eterno, pleno de glória para nós e “todos quanto amam a sua vinda” (2 Tm 4.8).

IV. O TRABALHO DE CRISTO NO CÉU

A Bíblia declara que Cristo está à destra de Deus como sumo sacerdote, intercedendo por nós.

1. A ascensão de Cristo e sua exaltação. Aquele que “a si mesmo se humilhou, sendo obediente até a morte e morte de cruz, Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Fp

2.8,9). A sua exaltação à destra de Deus é prova da nossa segurança. “A respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor porque está à minha direita, para que eu não seja abalado” (At2.25; 5.31). Esta mesma confiança depositemos em Cristo, o qual está ao lado do Pai como nosso Mediador da redenção e intercessão. Foi esta a experiência de Estevão, o primeiro mártir do Cristianismo, em seu momento derradeiro

(At 7.55,56).

2. A mediação de Cristo e o batismo com o Espírito Santo. No dia de Pentecoste, Pedro pregou: “A este Jesus Deus ressuscitou... Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At2.32,33). O derramamento do Espírito Santo por Jesus prova que Ele é realmente o Messias, agora sentado à destra de Deus, a interceder por seus representantes na Terra (Hb 7.25).

Desde o seu batismo até o dia de Pentecoste, o Espírito Santo estava sobre Ele, pois o ungiu (Lc 3.21-22; 4.1,14,18,19). Ele “recebeu do pai e derramou” sobre os que crêem nele. O Espírito representaria a presença de Cristo no meio dos crentes, para fortalecê-los e habilitá-los a fazerem as obras que Ele realizou na Terra (Jo 14.12).

3. A intercessão de Cristo e do Espírito Santo. Por nós, Cristo intercede no Céu e o Espírito Santo na Terra. Esta verdade alentadora é exposta por Paulo no capítulo 8 de Romanos. Refere-se ele s lutas que ameaçam até a vida dos crentes, e conclui: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? ...Que nos condenará? . . .Cristo está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm8.33,34). Além disto,o Espírito por Ele enviado também “intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26,27). Por isso, todo crente tem condições de triunfar em todas as lutas e tentações, e permanecer fiel, em plena comunhão com Deus, pois somos ajudados por Cristo e seu Espírito.

4. Cristo, o sumo sacerdote, à destra de Deus (Hb 8.1). Após o Senhor Jesus Cristo receber sobre si o castigo pelos nossos pecados, mediante o sacrifício de sua vida, entrou no Céu, de onde envia bênçãos abundantes aos que nele crêem, Ele ministra como sumo sacerdote (Hb2. 17) à direita de Deus, de cinco maneiras:

a. Na Terra, Ele foi sacerdote e sacrifício. No Céu, fiador da nova aliança. Por Ele, podemos ter acesso permanente à presença de Deus, com toda a confiança (Hb 4.16).

b. Ele esta na presença de Deus, no Céu, como doador do amor divino aos que crêem. Por graça, continua sua mediação por nós, e toma-nos novas criaturas (Jo 3.3; 2 Co 5.17).

c. Cristo age como mediador entre Deus e os que quebraram a lei divina e necessitam de perdão e reconciliação (1 J0 2.1,1).

d. Cristo exerce seu sacerdócio no Céu com toda a simpatia para com os crentes que são tentados, e os socorre em suas necessidades, pois Ele também “sofreu, sendo tentado, porém sem pecado” (Hb 2.18).

e. Cristo vive para sempre e intercede continuamente pelos que por

Ele se chegam a Deus, aos quais pode salvar perfeitamente (Hb 7.25).

5. Cristo aguarda o dia do triunfo total sobre os seus inimigos. É o que lemos: “Jesus assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés” (Hb 10.12,13). Nesta passagem, aprendemos duas coisas:

a. Cristo foi à suprema honra. Sentou-se à destra de Deus, no lugar do poder supremo, junto à mão que cuida dos desamparados e opera maravilhas. Ocupou, portanto, o posto mais elevado.

b. Cristo atingiu a tão elevada honra, como a devida recompensa dos sofrimentos pelo mundo perdido, pois empenhou-se pelo bem do seu povo. Era o eterno reconhecimento do trabalho realizado “pelo Espírito eterno” (Hb 9.14).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1994

A ASCENSÃO DE CRISTO

A ASCENSÃO DE CRISTO

TEXTO AUREO = E quando dizia isto o recebeu, ocultando-o a vendo o eles foi elevado as alturas e uma nuvem seus olhos (At 1. 9)

VERDADE PRÁTICA = A ascensão de Cristo para o céu propiciou a vinda do Espírito Santo sobre a igreja a fim de revesti-la de poder para evangelizar.

TEXTO BÍBLICO BÁSICO = At 1.1-11

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Cristo ressuscitou dentre os mortos para nunca mais morrer (Ap 1. 18). Em certo ponto do tempo, (cerca de 40 dias após sua ressurreição), deixou de ser visto pelos homens. Fez a sua ascensão aos lugares celestiais, deixando a convivência terrena com os seus discípulos, e entrou na augusta e santíssima presença de Deus Pai, assentando- se à Sua destra, para interceder por nós (Hb 1.1-3; 7.22-25; 8.1-6).

1. A ASCENSÃO DO SENHOR

A ascensão de nosso Senhor, após ter passado quarenta dias com Seus discípulos depois da Sua ressurreição, foi o selo da aprovação do Pai à Sua missão na Terra. Comprovou-se que. de fato, Ele era e é o Messias, o Salvador dos homens.

1.Selo de aprovação ao trabalho de Cristo. A ascensão de Cristo foi a grande evidência da aprovação final de Deus à Sua missão terrena perfeitamente consumada no Calvário. Jesus “havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hb 1.3). Deus, assim, confirma que aceitou o Seu sacrifício, aplicou a Sua obra e continua a aplicá-la resgatando os homens da escravidão do pecado. Por tudo isso, o Pai demonstrou o Seu apreço elevando a Jesus Cristo, àquele lugar que lhe pertence por direito, à Sua mão direita.

2. Descrição da ascensão de Jesus. Os quatro evangelistas são breves quando descrevem a ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo à presença do Pai. O testamento dos apóstolos, entretanto é unânime em afirmar que Jesus “foi recebido em cima no céu”, e “assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Mc 16.19; Lc 24.51; At 1.9,11; Hb 1.3; Ap 3.21).

II. AO AUSENTAR-SE, JESUS PROMETEU ENVIAR O ESPÍRITO SANTO

1. O Consolador é prometido. O evangelho de Lucas começa com a narrativa da encarnação de Cristo e termina com a Sua ascensão. Este último evento era condição necessária para o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo, porque o Espírito de Deus não poderia vir enquanto Jesus não ascendesse para o pai (Jo 16.7). Dessa forma, Lucas deixou registrado como essa promessa teve cumprimento logo depois da ascensão de Cristo (At 2.1-4). Entretanto, o retorno de Jesus ao Pai não ocorreu enquanto não foram tomadas certas providências no sentido de dar continuação à Sua obra de redenção da humanidade. Para tanto, Ele comissionou seus apóstolos para a obra de evangelização, continuada pela Igreja por eles representada, pois, para esse mister, seriam, brevemente, batizados com O Espírito Santo, conforme lhes havia prometido (Lc 24.49; At 1.165).

2. A notícia da ascensão havia entristecido os discípulos. No capítulo 16.7, de João, Jesus falou para seus discípulos acerca de sua partida. Ele encarecia a necessidade de ir, porque sua partida traria aos seus o prometido Consolador, com a missão de convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Jesus então observa que a declaração da sua volta ao Pai deixa pesarosos os seus discípulos (Jo 16.16). Ele porém volta a afirmar que se ausentará fisicamente, até à Sua volta, porém sua presença espiritual será constante e percebia através das obras do Espírito Santo, que estará para sempre com a Igreja, fortalecendo-a e consolando-a até que Ele volte (Mt 28.20; Jo 14.1-3; 16.5-22 1 Co 11.26). Leia ainda Fp 3.20,21; 1 Ts 4.13-17.

3. A ascensão e a bênção do Senhor Jesus. Nosso Senhor não voltaria ao Pai sem que primeiro abençoasse os seus discípulos, cumprindo assim o desejo de seus corações, conforme registrou Lucas quando descreveu a ascensão de Jesus. “E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu” (Lc 24.50-51). Cristo ascendeu ao céu deixando contentes os seus seguidores, pois, com inefável amor, levantou as mãos, e abençoou seus discípulos, tal como o sumo sacerdote abençoava o povo, após fazer a expiação pelos pecados do mesmo (Lv 9.22). A última vez que os discípulos viram a Jesus, Ele estava com as mãos levantadas abençoando seu povo, e até hoje, contínua abençoando. Aleluia!

III. A GLORIFICAÇÃO DE CRISTO

A ascensão e glorificação de Cristo devem ser diferenciadas uma da outra. Primeiro, por ascensão de Cristo, queremos dizer Sua volta ao céu em Seu corpo ressurreto; segundo, por exaltação ou glorificação, queremos dizer o ato do Pai pelo qual Ele concedeu ao Filho ressurreto e assunto ao céu, a posição de honra e de poder à Sua própria destra. O escritor da epístola aos Hebreus fala dessa glorificação, quando diz: “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor que os anjos...’ (Hb 2.9).

1. Confirmada pelo Pai. Os anjos prostram-se adorando e servindo ao Filho de Deus e Ele se assenta a direita do Pai. Ele é digno de assentar-se do “lado direito” do trono porque cumpriu cabalmente a missão recebida do Pai, Portanto, esse lugar lhe pertence, e não a qualquer outra criatura. Sentado no céu, Cristo é também nosso intercessor; pois embora sua obra tenha se consumado, na terra, em seu aspecto redentivo, não se consumou, contudo, no aspecto sacerdotal. O fato de que Ele ali intercede por nós (Hb 7.21-28), é um pensamento que nos consola e nos sustém A Bíblia diz que Ele assentou-se à “mão direita da Majestade”. No original grego temos “megalosume”, que significa, “grandeza”, “magnificência”. Tudo isso personifica a pujança majestática que há em sua glória junto do Pai. Aleluia!

2. Testemunhada pelos anjos. A aparição dos “dois varões vestidos de branco” foi súbita, e a aproximação deles nem foi notada pelos discípulos. Suas formas eram semelhantes às que foram vistas na entrada do sepulcro vazio, por Maria Madalena, quando ali esteve na manhã da ressurreição, resplandecentes e de belíssima aparência. Então eles falaram aos discípulos dizendo: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.9-1 1)). Amém!

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1989