domingo, 28 de novembro de 2010

A PARÁBOLA DO AMIGO IMPORTUNO

A PARÁBOLA DO AMIGO IMPORTUNO

TEXTO ÁUREO = “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” Mt 7.7

VERDADE PRÁTICA = A oração é um privilégio de todo o crente.

TEXTO BÍBLICO BÁSICO = Lc 11.5-13

INTRODUÇÃO

A parábola de Jesus em estudo esta semana gira em torno da oração - mais precisamente, a resposta da oração. A verdade principal da lição é que o pão que a9uele homem pediu emprestado para alimentar seu amigo faminto chegado de viagem, não lhe foi concedido por causa da sua amizade com o dono dos pães, nem por dó do viajante faminto, e sim por causa da persistência do solicitante que não aceitava um não como resposta.

1. A NECESSIDADE DA PERSEVERANÇA NA ORAÇAO

O Senhor Jesus sempre ensinava o que também praticava. Antes desta parábola sobre a oração ele mesmo orou e ensinou a orar (vv.1-4). O Evangelho de Lucas é o único que registra a parábola em estudo e também é o que apresenta Jesus como o Homem Perfeito. Ele é o Evangelho que mais vezes registra Jesus em oração. Sete vezes ao todo. Nem sempre a nossa oração tem resposta imediata. O exemplo de Davi: Sl 13.1; 69.3; 119.82. Zacarias orava por um filho e só depois de muito tempo veio a resposta (Lc 1.13). Enquanto a oração autêntica não é respondida, ela fica em memória perante Deus (At 104). Perseveremos, pois, na oração. Muitos crentes param de orar por não receberem logo a resposta daquilo que pedem a Deus, falta-lhes perseverança (Rm 12.12). É preciso continuar diante do altar de Deus até receber a resposta.

1.0 exemplo da perseverança em oração (vv.5-7). No capítulo 11 de Lucas, Jesus nos motiva a orar pelo seu exemplo em oração (v.1); por sua oração modelo (vv.2-4); por sua parábola sobre a oração (3-8); por sua promessa sobre a oração (vv.9,10); e por sua ilustração sobre a oração (vv.11-13).

2. Um amigo procurado à meia- noite (v.5). O termo “amigo” no contexto geral desta parábola sofre a oração mostra- nos que a resposta ás nossas orações depende muito do conhecimento, da liberdade, do bom relacionamento e da amizade entre quem pede e quem dá. O Pai celeste é o que tem tudo para nos dar, mas precisamos andar com ele como fez Abraão, chamado o “amigo de Deus” (2 Cr 20.7; Is 41.8). Daí, sua oração eficaz em Gn 18.23-32. Este é um dos segredos da oração; comunhão íntima com Deus.

3. Um pedido considerável. “Três pães”. Os pães aqui referidos eram redondos e de bom tamanho. A idéia sugerida é que a mesa do Pai tem abundante alimento.

4. Um viajante Inesperado (v.6). Chegara de viagem à meia-noite. No Oriente Médio, nos tempos bíblicos. viajava-se muito á noite para se evitar o calor do dia na estação quente do ano. Certamente foi o que ocorreu a este viajante. Mas o hospedeiro nada tinha para saciar a sua fome naquela hora avançada da noite.

a). O princípio da intercessão na oração (v.6). “Um amigo meu.” O pão não era para quem o pedia mas para um seu amigo viajante.

b). Os viajantes para a eternidade. “Vindo de caminho.” Na viagem da vida, os caminhantes estão batendo à nossa porta em busca do Pão da Vida. Teremos alimento espiritual para oferecer- lhes? O homem da parábola não tinha pão, mas foi buscá-lo onde sabia que havia. Se ele tivesse alguma sobra de alimento em casa não teria ido incomodar seu amigo à meia-noite. Enquanto tivermos algum resto de saber humano, de filosofia terrena, de palavn5do humano, tentaremos alimentar os viajantes com isso, mas será em vão. (SP-2) -

c). O dever da hospitalidade. “Não tenho que apresentar-lhe” (v6). No Oriente Médio a hospitalidade é sagrada como dever e tradição, mas como cuidar do viajante se o hospedeiro não tinha nada para oferecer-lhe? Só quando chegamos a este ponto é que pedimos de fato.

Os filhos na cama (v.7). Aqui estava outra dificuldade. As famílias abastadas tinham camas. Mas aqui trata-se de uma família pobre. “Cama” aqui era urna parte do chão onde se punham esteiras de capim,palha ou pano para o aposento coletivo da família quando os filhos eram pequenos. Além dessas dificuldades, o amigo do dono daquela casa batia e chamava incessantemente do lado de fora.

II. A RECOMPENSA DA PERSEVERANÇA EM ORAÇAO

1. Não basta a perseverança. Notemos que além da perseverança daquele homem à porta do outro, em busca do que ele tanto precisava, a Bíblia diz que eram amigos (vv.5 ,8). Como são os amigos de Jesus, e quem são? Ver J0 15.14; Tg 4.4. Que ninguém se iluda diante da evidência da Palavra de Deus. O termo “importunação” no v.8 (“anaideia”) corresponde a ousada persistência. O termo correlato na oração perseverante e intercessória de Abraão por Ló; Gn 18.27.3 1 é atrevimento.

2. Aspectos da oração perseverante (v.9). Pedir, buscar, bater. Esses termos no original falam de ação contínua e não de um ato isolado. Pedir é continuar sempre pedindo. Buscar é continuar sempre buscando. Bater (à porta) é continuar sempre batendo. Para cada aspecto da oração há uma promessa do Senhor.

1) Pedir. Isso nos ensina a sermos definidos nas nossas orações. Um pedido deve ser algo pensado, fruto de nossa vontade diante de Deus, tendo em vista primeiramente a sua glória. A promessa: “Quem pede recebe”(v.10).

2) Buscar. Isso nos fala da expectativa na oração. Não se busca algo inexistente. A fé em Deus nos leva a aguardar a bênção com expectativa. Ela nos conduz ao interior do véu para vermos o invisível como sendo real. Ver Moisés, em Hb 11.27. A promessa “Quem busca acha” (v.10).

3) Bater. Isso nos ensina a perseverança na oração. Como disse Jesus em Lc 18.1: “Orar sempre e nunca desfalecer”. Vimos que para cada aspecto da oração há uma promessa. Devemos orar firmados nas promessas divinas. Quanto ao cumprimento das promessas (isto é, a resposta da oração), isto pode demorar.

3. A resposta da oração. “E lhe dará tudo o que houver mister” (v.8). Isto é, tudo o que necessitar. Não somente três pães, mas tudo o que for preciso da parte de Deus. Ver também os vv.9,10. Desçamos a alguns detalhes da resposta à oração.

1) A nossa intercessão. A intercessão na oração do crente evita mais e mais o seu egoísmo, o qual impede suas orações (Tg 4.3). O egoísta só pensa em si. Ora, no reino de Deus, somos parte uns dos outros (Rm 12.5).O homem da parábola perseverou e recebeu o que pediu para poder servir a outra pessoa (v.6). Que Deus levante multidões de intercessores para servirem ao seu reino no ministério da oração.

2) Resposta diferente do pedido. Uma oração autêntica de um filho de Deus pode ter resposta diferente ou negativa da parte de Deus, porque Ele é quem sabe o que é melhor para nós. Deus não livrou os três crentes (Dn 3) da fornalha, mas entrou com eles lá. Maria e Marta não foram atendidas como queriam no caso da doença de Lázaro, mas a sua ressurreição trouxe maior glória para Deus e maior testemunho do poder de Jesus. Deus disse não a Paulo, no caso do seu espinho na carne, mas deu-lhe poder para superar o problema.

3. Às vezes a resposta divina demora porque a pessoa ou caso por que intercedemos está fora do tempo de Deus.

4. Satanás às vezes dificulta a resposta. Temos que entender que ele detesta a oração e também o crente que sempre ora e intercede diante de Deus (Dn 10.12-14; 1 Ts 2.18).

5.O relacionamento espiritual entre os crentes. Antes de proferir esta parábola, Jesus ensinou sobre o perdão mútuo entre os crentes, (vã). Em Marcos 11.25 Ele ensinou que durante a oração precisamos perdoar. Logo, quem não perdoa terá dificuldade quanto à resposta de suas orações.

6. O Espírito Santo e a oração(v.13). Jesus concluiu a parábola do Amigo Importuno ressaltando a suprema importância do Espírito Santo na vida do crente, e isto Ele o fez neste contexto da oração. Pelo conteúdo do versículo, trata-senão do Espírito Santo na vida do crente a partir do novo nascimento, mas da sua plenitude em nossa vida. Os apóstolos já tinham o Espírito Santo quando Jesus lhes falou as palavras de Lc 24.49; At 1.5;2.38. Aqui trata-se pois da plenitude que vem pela batismo com o Espírito Santo. “Cheios do Espírito Santo”, como em At 2.4. O Espírito Santo na vida do crente é a sua maior necessidade.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Lições bíblicas CPAD 1990

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