sábado, 17 de outubro de 2015

SODOMA E GOMORRA PROTÓTIPOS DO MUNDO ATUAL



SODOMA E GOMORRA PROTÓTIPOS DO MUNDO ATUAL

TEXTO ÁUREO = “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32).

VERDADE PRATICA = Os pecados dos dias de Sodoma e Gomorra são flagrados por Deus, na atualidade, pelo espelho da sua santa Palavra.

LEITURA EM CLASSE: GÊNESIS 18.20,21; 19.1,13,16, 17,22,26,29

INTRODUÇÃO

Desenvolveremos o estudo desta lição sob dois ângulos: o histórico e escatológico. Mui especialmente, os capítulos 18 e 19 de Gênesis nos dão esta dupla perspectiva. Seria inútil apresentar uma narração, sem poder tirar da mesma as lições morais e espirituais, para a nossa vida, hoje.

1. O FLAGRANTE DO PECADO DE SODOMA

1. Os anjos de Deus em Sodoma (Gn 19.1). Depois que Abraão recebeu a visita de três “homens” em sua tenda, descobriu, posteriormente, que não eram pessoas comuns, ainda que parecessem simples peregrinos. Dois deles eram anjos e o outro, o Senhor Jesus pré-encarnado.

2. O flagrante do pecado de Sodoma e Gomorra (Gn 19.4,5). O relato bíblico nos mostra a gravidade do pecado naquelas cidades. Diz o texto que os seus habitantes souberam que Ló havia hospedado dois homens em sua casa, os quais eram desconhecidos. Foram até a casa do sobrinho de Abraão, e cercaram-na, exigindo que seus hóspedes fossem trazidos para fora, a fim de que pudessem abusar sexualmente deles.

Foi um flagrante da depravação total daquele povo que não sabia mais respeitar as pessoas. A expressão do texto bíblico aparece com a palavra “conheçamos”, mas a tradução da Versão Revisada está mais próxima do sentido original, quando usa a palavra “abusemos”. Esta prática tornara-se normal e comum, naquela localidade, que se entregou “às mais infames paixões carnais” (Rm 1.24).

Ló fechou a porta atrás de si, mas eles tentaram arrombá-la à força. Os anjos, então, cegaram aqueles depravados, que não puderam encontrar a entrada da casa. Os mensageiros de Deus anunciaram o juízo divino sobre aquele povo e ordenaram ao sobrinho de Abraão e sua família que escapassem com vida, pois o Senhor iria destruir aquelas cidades (Gn 19.12-23).


II. A DESCRIÇÃO DOS PECADOS DE SODOMA E GOMORRA

1. O agravo dos pecados de Sodoma e Gomorra. Segundo a narrativa de Gênesis, o pecado dos habitantes destas duas cidades havia- se agravado de tal forma, que Deus resolveu “ver de perto” a gravidade desta transgressão. O flagrante foi constatado pelo Senhor, e o juízo, inevitável (Gn 18.25;19.25).

Mas qual foi o tipo de pecado dos habitantes de Sodoma e Gomorra que os levou à destruição? O homossexualismo? Não somente este, E possível entender que outras formas de transgressão eram praticadas por este povo. Esta distorção é destacada no texto bíblico, porque é condenada fortemente pelo Senhor que proibe “um homem deitar com outro homem como quem deita com uma mulher” (Lv 18.22; 20.13).

2. Causas do homossexualismo. Antes de qualquer causa física ou psíquica, a principal está entranhada na natureza pecaminosa herdada de Adão e Eva (Rm 5.12). Por isso, o padrão de vida do ser humano temsofridoaperversidade do pecado sobre sua vida. Discutem-se como prováveis motivos: as falhas na educação, os problemas congênitos ou de influências externas; ou como fruto do meio social em que vivem as pessoas que se tornam homossexuais. Todas estas razões merecem estudo e avaliação. Não podemos ignorar isso, que tem infelicitado tantas pessoas .No entanto, julgamos que estas anomalias são causadas por demônios que agem sobre suas vítimas, oprimindo-as e levando-as ao repugnante pecado.

3. O incesto das filhas de Ló (Gn 19.30-38). Que significa o vocábulo incesto? E a união sexual ilícita entre parentes consanguineos, afins ou adotivos. Depois da destruição de Sodoma e Gomorra, onde morreram seus futuros esposos, as filhas de Ló mantiveram certos hábitos adquiridos da corrompida sociedade daquelas cidades. Arrumaram uma desculpa para se engravidarem do próprio pai, que, a despeito de toda a sua formação religiosa, tinha perdido o domínio sobre sua própria família.

III. O PROCEDIMENTO DE ALGUNS CRENTES, NOS DIAS DE SODOMA E GOMORRA

1. Abraão (Gn 18.23-33). Abraão não participou da vida pregressa de Sodoma e Gomorra. Por escolha própria, preferiu viver nas montanhas. Sem receber qualquer influência dos hábitos daquelas cidades, ele tinham um estilo próprio de existência. O efeito o elo de ligação que mantinha com aquele povo, era o seu sobrinho Ló. O patriarca possuía uma consciência muito aguda da razão de viver, porque obedecia a um plano divino.
Não lhe interessava estar no seio de uma sociedade qualquer, pois sua vida estava voltada para o campo, onde podia plantar e colher, cuidar de seus rebanhos e manter sua comunhão com Deus.

2. Sara (Hb 11.11). O texto de Hebreus, quando usa as palavras “a própria Sara”, indica que ela e Abraão são colocados na galeria dos heróis da fé. Como esposa, sempre foi fiel ao seu marido. Também acreditou e aceitou a chamada de Deus para sua vida. Desenvolveu sua fé, vendo o Onipotente abençoar seu esposo, de modo especial, e a si mesma. Diz o texto que “pela fé Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz fora da idade”.

3. Ló (On 19.1-3; Lc 17.28,29). Indubitavelmente, Ló era crente, mas do tipo nominal. Durante o tempo em que esteve com Abraão, desde que saiu de Ur da Caldéia aprendeu verdades e princípios acerca de Deus, e a Bíblia declara que ele era um homem justo. Sua justiça baseava-se no fato de que evitava práticas injustas e corrompidas corrompidas em Sodoma, mas tinha o coração volta— do para o materialismo. Ele é o tipo do cristão que não vive por fé; e nem consegue desvencilhar õ coração das coisas materiais. Evitou as práticas pecaminosas, mas não conseguiu frear os ímpetos carnais de sua mulher ê filhas. O texto de Luças 17.26,27,  informa que os habitantes daquelas duas cidades estavam absorvidos pelo materialismo e a luxúria.

4. A mulher de Ló (Gn 19.26; Lc 17.32). Não há algum texto, em Gênesis, o qual negue a idéia de que a mulher de Ló era crente. É possível que ela nunca tenha tido uma conversão genuína e, apenas, por respeito e submissão ao marido, acreditava no Deus de Ló.

CONCLUSÃO

Jesus abordou a história dos dias de Sodoma e Gomorra, a fim de lembrar que haverá um juízo futuro, à semelhança do que houve sobre estas cidades (Lc 17.27-32). Neste estudo, aprendemos algumas lições práticas para a nossa vida cristã:

1. Deus não julga a ninguém, sem os fatos comprobatórios. Foi isto o que Ele fez com Sodoma e Gomorra, flagrando o povo nos seus pn5prios pecados;
2. Deus não condena o justo com o injusto;
3. A prática do homossexualismo é totalmente condenada por Deus, mas Ele ama e deseja salvar o homossexual, mudando e transformando sua vida.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lição Bíblicas 4º. Trimestre 1995  - CPAD

O VALOR E O PODER DA ORAÇÃO INTERCESSORIA



O VALOR E O PODER DA ORAÇÃO INTERCESSORIA

TEXTO ÁUREO = “Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens” (l Tm 2.1).

VERDADE PRÁTICA = O crente, em seu ministério sacerdotal, deve interceder Por todos, sem distinção social, racial, política, religiosa ou filosófica.

LEITURA EM CLASSE =  GÊNESIS 18.17-25,33

INTRODUÇÃO

A vida de Abraão é, indiscutivelmente, um. modelo para o cristão moderno. Sua fé, coragem, amor, desprendimento e comunhão com Deus o coloca como um autêntico protótipo para a nossa vida espiritual. No episódio do capítulo 18, temos uma demonstração dessas qualidades e, ainda mais, uma sensibilidade humana e espiritual para com as pessoas carentes.

1. A INTERCESSÃO PRECEDIDA PELA VISÃO PESSOAL DE DEUS

1. Deus não oculta nada a Abraão (18.17). Depois daquela conversação agradável, o Anjo do Senhor achou por bem revelar sua identidade, porque tinha a Abraão como amigo, e declara: “Ocultarei a Abraão o que faço?” As razões para tal revelação eram fortes, pois havia um piano estabelecido e importante na história para esse homem.

2. Deus revela um segredo a Abraão (Gn 18.19). Além do Senhor ter declarado que não ocultaria nada ao seu amigo Abraão, revelou-lhe algo mais importante que o juízo contra Sodoma e Gomorra. Alguma coisa além da sua justa intervenção sobre aquelas cidades, e que envolvia a posteridade do velho patriarca. Algo que ele não veria com os olhos naturais, pois ultrapassava a fronteira do tempo, e, somente, poderia vislumbrar com os olhos da fé um povo numeroso, descendente de Isaque, a sua semente. E a Bíblia dá testemunho da sua fé (Hb 11.8-12).

Deus ainda revela segredos pessoais aos seus servos, dentro das dimensões da sua imutável Palavra. Ele não se contradiz. Por isso, é preciso ter cuidado com os falsos profetas, os quais extrapolam as Escrituras Sagradas e ensinam doutrinas e conceitos espúrios. Compare Números 12.6; 1 Samuel 315. Salmo25.12.

3. Deus revela à Abraão a destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18.20-22). Sodoma e Gomorra, além de outras pequenas cidades adjacentes, como Adama, Zeboim e Zoar foram condenadas à destruição, ao juízo divino por causa do pecado dos seus moradores. Eram, de fato, pocilgas de iniqüidade, e deviam ser eliminadas da presença de Deus. 

O Senhor revelou a Abraão que “o clamor dessas cidades” havia subido diante dele e, por isso, Ele visitaria estes lugares com um terrível juízo de destruição sobre os seus habitantes. Abraão estava em Hebrom, edificada no monte, distante apenas poucos quilômetros destas cidades, as quais se situavam no vale.

II. A RAZÃO DA INTERCESSÃO DE ABRAÃO

1. O clamor de Sodoma e Gomorra (vs.20,21). A palavra “ela-. mor” significa grito de súplica ou protesto, queixa; brado, rogo, voz, O texto bíblico declara: “O clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado tanto”, ou “tem subido à presença de Deus”. Isto deixa transparecer que havia alguns justos que habitavam naquelas cidades. Por isso, o Senhor disse a Abraão: “Descerei e verei de fato o que tem praticado” (v.2l). A expressão tinha por objetivo mostrar à humanidade que aquelas cidades seriam um exemplo da severidade de Deus contra o pecado e os que o praticam.

2. A intercessão de Abraão (vs. 22-33). No início, da visita, três homens estiveram com Abraão. Agora, dois deles foram para Sodoma e Gomorra e o terceiro ficou com Abraão. Este terceiro homem era o próprio Senhor, conforme o texto declara: “Mas Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor”. Que privilégio especial teve Abraão em estar diante do Senhor, dialogando com Ele sobre o futuro daquelas cidades.

3. Abraão questiona com Deus, acerca do juízo sobre Sodoma e Gomorra (vs.24-32), Abraão não duvidava do caráter moral de Deus, ao fazer este questionamento. Ele apenas não compreendia a questão cio juízo divino, envolvendo “o justo com o injusto” (v.23). Destruiria o Senhor o justo como injusto? Não! Havia algo mais sério nesta questão, e Abraão queria entender. Indiscutivelmente, Abraão tinha uma clara concepção sobre o caráter moral de Deus e, por isso, ele interroga: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra”? (v.25). No mesmo versículo o próprio Abraão responde: “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio “.

III. O PODER DA INTERCESSÃO

1. O intercessor tem consciência do seu papel sacerdotal. A Bíblia nos fala do ministério sacerdotal. No Antigo Testamento, a sua função era a de representar o povo diante de Deus, somente os da linhagem de Arão podiam exercê-lo. No Novo, ele tem um caráter individual e geral, cada crente é um sacerdote de Deus, conforme declara Pedro em sua epístola: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real” (1 Pe 2.9). E, ainda: “Também. vós mesmos.., sois edificados. ..para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pe 2.5).


2. O ministério da intercessão no Novo Testamento. No capítulo 17 do evangelho de João, como exemplo, temos a bela oração intercessória de Jesus, em prol dos seus discípulos. A obra da salvação foi completa no Calvário.

Somente Ele pôde começá-la e concluí-la, perfeitamente (Is 53.1-12). Porém, como intercessor, seu ofício continua. Na cruz, como sacerdote do Altíssimo, ofereceu-se a si mesmo, para expiar a nossa culpa com o seu próprio sangue, e entrou no Céu, para interceder por todos.

a) A oração intercessória deve ser espontânea. Ainda que signifique uma batalha espiritual, porque lutamos contra as hostes satânicas, a oração não deve ser forçada, nem mecanizada. Ela deve brotar do coração como uma nascente de água que jorra da terra com toda a força. Não devemos interceder sem fé, sem acreditar no poder desse tipo de oração.

b) a oração intercessória deve ser feita com um coração disposto, sincero e consciente, perante o Senhor. Não se trata, como alguns pensam, de se expressar palavras bonitas e poéticas, sem uma disposição consciente do coração. E o tipo de oração que revela a sensibilidade para com as necessidades das outras pessoas. É um derramar da alma perante o Senhor (SI 42.2-4; 62.8)..

c) a oração intercessória é um ato em que o íntimo se revela, afetuosamente, em favor das pessoas. Esta afetuosidade na oração é o testemunho do Espírito contra o egoísmo.

CONCLUSÃO

No episódio da intercessão de Abraão, por aquelas cidades, a resposta foi negativa. Nem sempre Deus responde as nossas orações, conforme desejamos e esperamos, porque a justiça divina não se baseia em meros sentimentos humanos.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições bíblicas CPAD 1995

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ERROS E ACERTOS NA VIDA DE ABRAÃO



ERROS E ACERTOS NA VIDA DE ABRAÃO

TEXTO ÁUREO = “Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gn 15.1).

VERDADE PRÁTICA = Deus tem um plano para nossas vidas, o qual não é um determinismo fatalista. Se não o compreendemos devemos deixar que o Senhor, livremente, nos conduza ao seu cumprimento.

LEITURA EM CLASSE  = GÊNESIS 14.1-3,10-13, 15.1-6; 16.1,2,15,16

INTRODUÇÃO

Esta lição abrangerá quatro capítulos de Gênesis (14,15,16 e 17). Os três últimos relatam episódios distintos e relevantes, os quais reafirmam o cuidado de Deus com os que lhe são fiéis.

1. TRÊS EXPERIÊNCIAS MARCANTES, VIVIDAS POR ABRAÃO

1. Abraão entra numa guerra que não era sua, para salvar a Ló e sua família (Gn 14.1-12). Nestes primeiros 12 versículos, pela primeira vez, se ouve falar em guerra entre os povos, a qual envolveu nove rei- nos. Quatro reis eram da Mesopotâmia, que se juntaram contra outros cinco, de pequenos territórios’ próximos das planícies do Jordão. Ló, o sobrinho de Abraão habitava em Sodoma. O patriarca foi informado que o mesmo havia sido capturado pelos reis que invadiram e atacaram aquela área. Então, com um espírito altruístico, arregimentou 318 homens das suas fazendas, uniu-se a três grupos, chefiados por Aner, Escol e Manre (Gn 14.24), e formou um exército forte, que atacou, de surpresa, seus inimigos e os venceram.

2. Abraão é abençoado por Melquisedeque, rei e sacerdote de Salém (Gn 14.17-23). Abraão voltava vitorioso daquela guerra, quando recebeu a visita de Melquisede
que, o qual era, também, sacerdote do Deus Altíssimo. O seu nome hebraico, “Malqitsedâq”, significa “rei de justiça”. Salém (“Shalem”, no hebraico) significa paz. Daí, a razão do autor da Carta aos Hebreus referir-se a ele como “rei da justiça”ou “rei da paz” (Hb 7.2).

II. DEUS REAFIRMA SUAS PROMESSAS A ABRAÃO

1. Deus desfaz a preocupação do coração de Abraão (Gn 15.1- 6). As promessas divinas sempre são antecedidas por palavras de conforto e de ânimo, tais como: “Não temas” (Gn 15.1).
É interessante notar que a ocasião da promessa se destaca na frase: “Depois destes acontecimentos “ou “depois destas cousas “, para identificar o momento em que Abraão se encontrava (Gn 15.4,5).

Mesmo falando com Deus, de modo especial, Abraão não conseguia ver, pela fé, a realização daquele sonho, de ter um filho gerado por ele com sua esposa Sara. Sua confiança ficou estagnada por um instante, e a sua mulher também não conseguia entender aquela mensagem divina. Os dois criam que ter um filho na velhice, parecia ilógico, uma vez que ela era estéril até então. Para quem ele deixaria a herança? A seu fiel mordomo, Eliezer? Não! O herdeiro não poderia ser um estranho. Teria de ser gerado por ele, não por outro. O Senhor lhe mostrara que não aconteceria como ele pensava. A sua descendência multiplicar-se-ia sobre a Terra.

2. Deus reafirma e garante a promessa feita a Abraão (Gn 15.7- 21). Numa forma especial de mostrar seu amor e sua fidelidade, Deus se identifica a Abraão como “YAHWEH”. Ele declara: “Eu sou o Senhor” (Gn 15.7). E, com esta identificação, afirma-lhe que suas promessas têm base em seu caráter perfeito. Quando o patriarca perguntou: “Como saberei que hei de possuí-la?” (Gn 15.8), não estava duvidando da palavra de Jeová, mas, sim, reafirmando sua fé neste Deus sincero, e desejava saber mais sobre a promessa. Era uma forma de pedir uma garantia quanto a sua realização. A resposta divina foi mediante o fogo sobre um altar de sacrifícios, no qual foram colocados três animais: um novilho, uma cabra e um cordeiro (Gn 15.9), além de uma rola e um pombinho.

III. ABRAÃO E SARA INTERFEREM NO PLANO ORIGINAL

1. Sara tenta ajudar a Deus, no cumprimento de sua promessa (Gn 16.1-4). Pelo processo natural, Sara não podia gerar filhos, pois era estéril. Agora, na velhice, entendeu ela que isso seria, de fato, impossível. Por isso, convenceu o marido que a melhor forma dele ter um herdeiro legítimo, seria tomar a escrava egípcia, Agar, e com ela ter um descendente, e este pertenceria a ele e a eia. Este costume era aceitável nos tempos antigos.

2. Agar engravida e provoca o conflito familiar (Gn 16.4-6). A precipitação de Sara e Abraão provocou grandes mudanças na família e na sua posteridade. A pobre Agar, sim- pies escrava, agora se toma vítima do erro de seus patrões. Entretanto, não podia imaginar que seria mãe de um grande povo. A verdade é que, depois que ela se engravidou, sua patroa começou a oprimi-la, por causa do filho que esperava. A discórdia e a desarmonia começaram a criar uma situação instável entre as duas, e o patriarca não sabia como resolver o problema.


3. Agar foge para o deserto (Gn 16.7-10). Sara afligiu, de tal modo, a Agar, que esta, não suportando a pressão de sua senhora, fugiu para o deserto (Gn 16.6). Mas o anjo do Senhor a achou junto à fonte, no caminho de Sur (Gn 16.7). Naquele lugar, o mensageiro de Deus a aconselhou a voltar para sua patroa e fez- lhe a seguinte promessa: “Multiplicarei sobremodo a tua descendência, de maneira que, por numerosa, não será contada. Disse-lhe também o anjo do Senhor: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição” (Gn 16.10,11).

4. Agar dá à luz o seu filho Ismael (Gn 16.15). Agar teve o filho, logo depois daquele incidente, e Abraão muito amou o garoto. Os anos se passaram. Sara também concebeu e deu à luz um menino, que lhe deu o nome de Isaque (Gn 21.1,2). Posteriormente, ela se sentiu humilhada pela escrava e Ismael, e começou outra vez a oprimi-la. Instou com o esposo, para que os mandasse embora. Ele, então, não teve forças para impedir isto, e os despediu. Ambos foram pelo caminho do deserto de Berseba (Gn 21.9-11).

CONCLUSÃO

Nos erros e acertos da vida de Abraão, aprendemos que Deus trabalha através das circunstâncias próprias da vida humana. Não há um fator determinista ou fatalista, nesta declaração. Pelo contrário: O Senhor, em sua infinita sabedoria e presciência, pode ensinar aos seus servos o caminho para se conhecer plenamente o Todo-Poderoso, e fazer a sua vontade.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lição Bíblicas 4º. Trimestre 1995  - CPAD